Novo mundo, vinho velho. Tannat e Syrah, um corte uruguaio que pode durar.

Os uruguaios são desbravadores do novo mundo, no que diz respeito ao Tannat. Essa uva com características bem proprias, tem sido plantada  no Brasil também e ja esta produzindo vinhos incríveis. E esses vinhos estao bobeando em Teresópolis, por conta do clima ameno, e questões de mercado turismo, etc, que permitem voce encontrar essas pérolas como o Don Adelio Ariano, Reserve Oak 2010.

Se a degustacao de vinhos de guarda, mais caros, e voce nao dispensa um vinho,  ja esta começando a se acostumar a escolher entre tantas ofertas existentes nas prateleiras e perceber que tem  muitas coisas que dariam para ter azia pelo resto da vida. E nao se trata de preço, e sim qualidade.

E então esta na hora de começar a provar os cortes diferentes como esse curioso Tannat-Syrah. Mas nosso foco esta alem da alegria com o resultado dos cortes, ou como degustar um vinho de 2010 Reserva, deixado maturar em barris de carvalho franceses ou americanos, e sim na combinação das uvas.

Adoro degustar vinhos antigos, bem guardados, que nao sejam feitos para guarda, e acho o conceito de que cortes de uvas em geral nao se prestam a guarda por mais de 10 anos, um folclore ou boato que sempre esteve na moda. Syrah ou Shiraz,  ja fala atraves de seu nome, suas origens, o Tannat muito parecido na aparência, tem origem na Franca e ambos podemos dissertar horas, sobre seu potencial mineral, cachos alongados, e uma cor azulada.

Mas o importante que o vinho se demonstrou maduro e muito interessante e bem alcoólico, mas nao sofreu alteração em sua estrutura. No barril agrega cor e sabor, carameliza os açúcares e absorve o excesso de taninos e nesse caso ficou muito bom, nao teve necessidade de aeração foi abrir e deixar uns minutos e servir. O resultado desse processo, um vinho que lembra um pouco o velho mundo.

Syrah Tannat 2010

Saude!!

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