Vinhas Velhas, um Tannat simbólico.

Tannat se tornou a uva nacional do Uruguay. Apesar da ascendencia francesa, na França quase nao existe. Meu querido avô materno, Simon Riz, revendia vinhos dos italianos, produzidos com sua marca, para distribuir em Montevideo. Os garrafões chamados de Damajuanas, eram cobertos por cestos de palha. Esse vinho ele chamava de Berreta, por causa de sua borra. Era o Tannat. Aprendi a gostar e entender seu paladar, e quando encontro um Tannat bem elaborado como esse, fico feliz. O Brasil com altitude e diferentes solos, permite uma boa adaptação dessa uva.

No serviço me surpreendi com a cor e intensidade. Pode parecer pesado, mas no final tem muita fruta, amoras, acerolas, pitangas e ervas comum nos vinhos da Campanha.

Sem couro!!!

Este vinho único é elaborado com a uva Tannat proveniente do vinhedo fino mais antigo do Brasil conduzido em espaldeira, localizado no município de Santana do Livramento/RS. O processo de vinificação integral em barrica nova de carvalho francês potencializa as virtudes da casta, perfeitamente adaptada ao terroir da Campanha Gaúcha. Sua “artesanal” elaboração e ausência de tratamento de estabilização tartárica e filtração, proporcionam uma invulgar pujança e robustez.
 

Ficha Técnica

VINHA
Região: Campanha Gaúcha/RS
Solo: Arenoso de topografia plana
Clima: Quente e subúmido
Variedade(s): Tannat
Ano de plantio do vinhedo: 1976
Produtividade: 1 kg/planta [3 ton/ha]
Sustentabilidade: Tratamento térmico do vinhedo utilizando TPC (Thermal Pest Control)
Colheita: Manual e seletiva

VINIFICAÇÃO
– Seleção dos cachos em mesa selecionadora;
– Desengace total dos cachos, sem esmagamento;
– Aumento da relação sólidio/líquido;
– Maceração pré-fermentativa a frio por 1 semana;
– Enchimento das barricas novas de carvalho francês por gravidade;
– Fermentação alcoólica a 25°C, por cerca de 20 dias, dentro das barricas e com as cascas;
– Maceração pós-fermentativa prolongada (cuvaison de 40 dias, em média);
– Fermentação malolática espontânea, na madeira e nas cascas;
– Prensagem em prensa tipo torchio, onde a totalidade do vinho prensa foi adicionada ao vinho flor;
– Amadurecimento nas barricas novas de carvalho francês por 12 meses;
– Sem colagem e com filtração grossa.

ANÁLISE SENSORIAL
Visão: Límpido e brilhante, de intensa coloração vermelho profundo, com forte reflexos violáceos e densas lágrimas.
Olfato: Aromas densos e fechados, vão do chocolate ao tostado, perfeitamente integrado com aromas de frutas vermelhas maduras que lembram geleias.
Gosto: Corpo intenso e potente, de taninos maduros e envolventes e larguíssima persistência gustativa. 

SERVIÇO E HARMONIZAÇÃO
Serviço: A temperatura ideal é de 16 a 18°C.
Harmonização: Por se tratar de um vinho único e cuidadosamente elaborado, permite-se acompanhá-lo pratos requintados a base de carne de gado, de cordeiro, de carneiro ou carnes de caça, por exemplo, churrasco gaúcho, rabada, ossobuco, barreado, buchada de bode e também pode ser ótima escolha queijos maduros de massa dura, como parmesão, pecorino e grana padano.
 

Queijo caseiro e vinho israeli, combinação perfeita para as festas.

Queijo caseiro e vinho israeli, combinação perfeita para as festas.

Uma das maiores deficiencias no mercado de vinho brasileiro, ausência de rótulos de países como Israel.  Minerais e intensos, como os israelenses, frutados e muitas vezes doces em sua aspereza, os vinhos de Israel são produzidos em condições ideais de solo e clima.  Maturados pelo sol do deserto e as brisas frescas da noite. Um Tempranillo com 15.2 GL é capaz de perdoar todas as falhas que possam existir nesse vinho inigualável. Aromatico e macio com notas de cafe, mel, e pimenta, alecrim e romãs.

cabra contra gado
a esquerda o de cabra e a direita de vaca

O queijo caseiro, do tipo meia cura.

Fazer seu proprio queijo pode ser uma solucao para que gosta de queijo e nao tolera bem a lactose.  Na maneira que voce cura o queijo, ele perde agua, e boa parte do soro, a proteína do leite. Se voce é mais do tipo preguiçoso e nao esta com vontade de virar o queijo, compre os minas, frescal, pode ser de cabra ou gado, e coloque na salmoura. Eu prefiro sal grosso, e deixo por algumas horas, depende do queijo. Depois coloco num pano bem fino e pressiono para sair o soro. Deixe numa tábua de madeira ou peneira de palha, por alguns dias, a uma temperatura ambiente, o mais frio possível.  Se quiser fazer queijos de coalhada pronta, também fica muito bom, siga o mesmo processo depois de misturar umas 8 coalhadas e deixar no pano ate virar uma bola, e depois coloca na salmoura por umas 2 horas.  Varias possibilidades para se fazer queijos saudáveis!!

Interessante sobre o Festival de Shavuot, a tradição original remonta as primícias na épocas do reino de Judah, de onde vinham as melhores uvas. O costume de se comer leite e derivados, parece ser mais uma influencia do kibutz e da Tnuva, a cooperativa estatal.

Totto Ramen, o primo rico do Miojo.

Ramen

Ramen
O primo rico do Miojo

Coloque seu nome na lista, mas tem que ser cedo. E se for dia util em Manhatan, tem fila na porta. O balcão do Totto esta situado na Hell’s Kitchen, uma das areas mais movimentadas da cidade. Ao entrar os clientes sao recebidos pelos cozinheiros com suas panelões borbulhantes, fervendo, sentar pedir e comer de joelhos sem rezar. Visualize o menu e faça sua reserva http://tottoramen.com

Curry de frango e cogumelos, tríplice quinoa e couve mineira: dieta com muito sabor.

Curry de frango e cogumelos, triplice quinoa e couve mineira: dieta com muito sabor.

Preparar o Curry de Frango como é preparado no norte da índia, sem leite de coco e muito tomate. Uma das minhas formas de adaptar a culinaria e os sabores do mundo, para a realidade do mercado brasileiro, criar novos conteúdos usando receitas que assisto em videos do Youtube, procuro no Google, abro a geladeira, dou um pulo na horta, checo as pimentas secas e os temperos,  abro um vinho e tento seguir com rigor a técnica de preparo da receita que tentarei imitar e talvez  colocar meu toque pessoal. A qualidade dos ingredientes, sempre fundamental, fuja dos transgênicos, entre eles o milho. Orgânicos, sempre e na medida do possível. Frango e ovos de granja, se for comprar embalado, Korin bate um bolão, mas nada se compara aos ovos e frangos caipiras. As quantidades dos ingredientes na receita nem sempre devem ser seguidas,  especialmente com relação ao tempero nesses pratos indianos. Dei um toque sul americano na sugestão de acompanhamento: quinoa e couve a moda mineira.

Receita para 2 pessoas: 

400 gramas de peito de frango

1 lata de tomate pelado

Legumes

4 dentes de Alho 01 Cebola

Po de Curry, ou usar os temperos separados, a gosto. (A maioria das receitas do pó de caril incluem coentro , açafrão , cominho , feno-grego , e de pimentão em suas misturas. Dependendo da receita, ingredientes adicionais, tais como gengibre , alho , asafoetida , sementes de erva-doce , alcaravia , canela , cravinho , semente de mostarda , cardamomo verde , cardamomo preto , noz-moscada , açafrão branca , folha de caril , pimenta longa , e pimenta negra pode também ser incluído)

Pimenta calabresa ou dedo de moca, seca.

Azeite de oliva

Preparando o prato:

Corte o frango em cubos e pique os legumes. Numa frigideira com tampa, refogue a cebola picada ate dourar, adicione o frango, quando começar a dourar coloque o alho amassado com sal a gosto, e reduza o fogo para evitar queimar o alho. Acrescente os temperos secos, de uma leve refogada e jogue os tomates para dentro. Se quiser os legumes al dente, deixe tampado em fogo baixo por uns 20 minutos e depois coloque os legumes picados e deixe por mais uns 10 minutos. E voila, le Curry!!!

(Traduzido da Wikipedia) Curry é um termo guarda-chuva referindo-se a um número de pratos originários da culinária do subcontinente indiano . A característica comum é a utilização de complexos combinações de especiarias e ervas aromáticas , geralmente incluindo açafrão, cominho, gengibre, e pimentões frescos ou secos. O uso do termo é geralmente limitado a pratos preparados em um molho e os  pratos de curry preparados nos estados do sul da Índia serem temperados com folhas da árvore de curry . Há muitas variedades de pratos chamados ‘curries’. Por exemplo, em cozinhas tradicionais originais, a seleção precisa de especiarias para cada prato é uma questão de tradição cultural nacional ou regional, prática religiosa, e, em certa preferência medida, família. Tais pratos são chamados por nomes específicos que se referem a seus ingredientes, temperar e método de cozinhar.  As especiarias são utilizadas tanto em cozidos ou crus; e eles podem ser adicionados em momentos diferentes durante o processo de cozimento para produzir resultados diferentes. Principais especiarias encontrados na maioria dos pós de caril do subcontinente indiano são coentros , cominhos , e cúrcuma ; uma vasta gama de especiarias adicionais podem ser incluídos dependendo da região geográfica e os alimentos a ser incluído (peixes, lentilhas, carne vermelha ou branca, arroz, e legumes).   O pó de Curry , uma mistura de especiarias preparados comercialmente, é em grande parte uma criação Ocidental, que datam do século 18. Essas misturas são comumente pensado para ter sido preparado pela primeira vez por comerciantes indianos para venda aos membros do governo britânico Colonial e do exército retornando à Grã-Bretanha. Pratos chamados ‘caril’ pode conter peixe, carne, aves domésticas, ou moluscos, quer isoladamente ou em combinação com produtos hortícolas. Além disso, muitas vez são totalmente vegetariano, comido especialmente entre aqueles que possuem proibições éticas ou religiosas contra comer carne ou frutos do mar. Caril pode ser ou ‘seca’ ou ‘húmida’. molhos secos são preparados com muito pouco líquido, o qual é deixada evaporar, deixando os outros ingredientes revestidos com a mistura de especiarias. curries molhadas contêm quantidades significativas de molho ou molho com base em iogurte, creme de leite, leite de coco, creme de coco, purê de legumes, purê de tomate, cebola salteada esmagados ou caldo.